Viaduto Coqueiro lib p traf veicA partir desta terça-feira (7) o viaduto do Coqueiro estará totalmente liberado para o trânsito de veículos, após ter sido parcialmente interditado, nas últimas semanas. A novidade para quem trafega pelo local é a implantação da quarta pétala, que permitirá todos os movimentos de retornos e acessos, eliminando a mão dupla existenteaté então na terceira pétala, para condutores que precisavam acessar os sentidos Cidade Nova-Marituba e Belém-Cidade Nova. Agora, a nova pétala será usada exclusivamente para quem for trafegar no sentido Cidade Nova-Marituba.

“A operação foi realizada com sucesso, de acordo com o nosso planejamento de serviços. Assim, conseguimos liberar o viaduto totalmente dentro do prazo que estipulamos e, agora, os motoristas já poderão sentir mais fluidez no trânsito da área. A partir do final do ano, com a liberação da João Paulo II, o trânsito ficará ainda melhor, pois a nova avenida será uma via semi expressa, dotada de ciclovia bidirecional, seis pares de pontos de ônibus urbanos recuados e com passarelas, permitindo uma fluidez constante dos veículos particulares”, detalha o diretor geral do NGTM, Cesar Meira.

O viaduto estava em obras para que fosse xecutado o serviço de engate da nova pétala ao prolongamento da nova Avenida João Paulo II. A conexão do prolongamento com o elevado do Coqueiro, e deste com a rodovia Mário Covas, permitirá o acesso direto à capital de veículos procedentes dos conjuntos Cidade Nova, Paar, bairros do Coqueiro e 40 Horas, em Ananindeua. Com isso, o projeto busca melhorar a distribuição do tráfego geral e do transporte público, além de diminuir os impactos durante a implantação do BRT (Bus Rapid Transit) Metropolitano, na rodovia BR-316 até o município de Marituba.

A operação foi montada pelo Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), órgão do Estado executor da obra, Polícia Rodoviária Federal, Maia Melo (gerenciadora da obra) e Camargo Corrêa, construtora responsável pelo prolongamento da avenida. Para reduzir os congestionamentos os trabalhos foram divididos em duas fases. A operação foi projetada de modo a minimizar os transtornos à população e, para isso, foi montado um plano de mobilidade que interditou parte do viaduto e inverteu o sentido do trânsito, de acordo com horários de pico.

Mobilidade – A nova avenida será uma via metropolitana de duas pistas para tráfego geral, cada uma com 10,5 metros de largura, dividida em três faixas de tráfego com 3,5 metros cada. Na maior parte de sua extensão a via contará com 2,5 metros de acostamento, 2,5 metros para ciclovia bidirecional, dois metros de calçada do lado esquerdo e 1,2 metro do lado direito, separada por canteiro central, que terá largura variável.

A nova via possuirá acostamentos, ciclovias e calçadas, respeitando os preceitos legais de acessibilidade. Também contará com drenagem, iluminação pública e monitoramento de segurança. Sete passarelas para pedestres serão implantadas ao longo da via, às proximidades dos seis pares de pontos de ônibus urbanos. Toda a obra terá 4,7 quilômetros.

O projeto prevê, ainda, duas pontes - uma (com 176 metros), a 60 metros da Passagem Mariano, transpondo a ponta do Lago Bolonha, e a outra (com 224 metros) a 30 metros da Rua da Pedreirinha, transpondo a ponta do Lago Água Preta - com estrutura mista, em metal e concreto. O processo de montagem foi pensado de forma diferenciada. Elas foram armadas em terra, no pátio de empurre, para então serem movimentadas para sua locação definitiva. Isso fez com que as atividades antecessoras fossem realizadas “offshore” (fora do canteiro de obra). Com essas medidas e tecnologias adotadas, caiu para praticamente zero o impacto ambiental sobre os lagos.

A concepção do projeto também prevê uma composição paisagística, que se harmonizará com a do Parque do Utinga. Contudo, a área da nova Avenida João Paulo II será uma das mais belas de Belém e, somada à nova proposta do Parque Ambiental do Utinga, se tornará um ponto de contemplação da natureza, entretenimento, esporte e lazer.

Investimentos - As obras da nova avenida, que representa a segunda etapa do projeto Ação Metrópole, totalizam investimentos na ordem de R$ 300 milhões, sendo R$ 104 milhões de recursos provenientes do FGTS/ Caixa Econômica; R$ 80 milhões do Orçamento Geral da União/ Caixa Econômica e R$ 118 milhões de contrapartida do governo, verba oriunda do Tesouro Estadual. O início das obras do prolongamento da Avenida João Paulo II se deu com a autorização oficial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para prospecção arqueológica na área de abrangência da nova via. A licença foi oficializada pela Portaria nº 32, de 25 de julho de 2013.

O projeto faz parte de um sistema que foi pensado para trabalhar integrado com outros projetos executados pelo governo do Estado, como a Avenida Independência (orçada em R$ 120 milhões), já concluída; a duplicação da Avenida Perimetral (R$ 77 milhões) e o BRT Metropolitano (R$ 530 milhões), que está em fase de licitação. E, a João Paulo II avança mantendo a previsão de ser entregue à população em dezembro deste ano. Atualmente, a obra já está com 88% do croograma concluído.

 

Por Manu Viana